Simples Confusão



Sempre.
Eis aí uma palavra que me assombrava. Mas por quê?, talvez você tenha se perguntado. Cética como sou, a força dessa palavra chegava a me atormentar. É possível mesmo ter algo, sentir algo pelo resto da sua vida? Resposta automática: Não.
O amor verdadeiro existe? Daquele do tipo comédia romântica? Onde dá tudo errado no meio, mas no fim tudo fica bem e alakazan, eles viveram felizes para sempre? Não, não e não. Mas a vida tem um jeito muito engraçado de esfregar na sua cara que você ta errado, né?
Pois é. Um belo dia a vida toca a campainha da minha casa, deixa um amor embrulhado pra presente e sai correndo. E quando eu abro a porta, lá está ele. Um amor sem aviso prévio, sem bula, sem prescrição. Mas com remetente escrito à mão com letras perfeitas.
E agora? Agora era abrir o pacote e torcer. É claro que a vida, sendo a sacana que é, resolveu aprontar mais um pouco e colocou no pacote exatamente o contrário do que eu imaginava pra mim. Enquanto eu esperava licor, me vi com uma barra de chocolate branco. Se eu contava com um CD de Beethoven, encontrei no embrulho um DVD de Sertanejo Universitário.
TÁ, E AGORA? Agora eu, já cansada de procurar o embrulho perfeito pros meus gostos, resolvi então pegar o embrulho bonitinho e levar pra casa. Mesmo meio hesitante, meio sem saber se aquele presente não tinha sido sei lá, entregue na casa errada, resolvi curtir o suposto engano.
Com o passar do tempo, fui gostando mais e mais da situação. Percebi que o chocolate tinha um gosto até melhor que o licor. E não é que o Sertanejo se tornou bem gostoso de ouvir entre um Caetano e outro?
No fim das contas, me apeguei a esse amor de uma forma que mesmo que se batessem na minha porta hoje e o pedissem de volta porque tinha sido mesmo um engano, eu o esconderia debaixo da cama e diria incansavelmente que o perdi.
Agora já fazem 4 meses que essa caixinha perfumada está comigo, e mesmo depois desse tempo, nem o chocolate perdeu o gosto, nem o ritmo saiu da minha cabeça. Aprendi - entre tantas outras coisas - que dar uma chance ao que não é a nossa estrada segura as vezes é divertido. Faz bem, vai por mim! Muito bem.
Eu sei, eu sei. 4 meses é pouco tempo. Ainda espero ficar com esse amor por 40, 50, 60 anos, quem sabe. Por onde eu Andar, quero meu embrulho à tiracolo. Ah, mas e se não durar? Acontece que já durou. Independente do que aconteça daqui pra frente, um pedaço meu sempre vai pertencer àquela pessoa que virou o meu mundo de cabeça pra baixo e logo em seguida o organizou de um jeito que eu mesma não faria melhor.
Mas se eu tiver direito a um pedido, só espero que isso não mude. Que a gente não se perca, não deixe que a caixinha perca o perfume. Porque é com você que eu quero ficar cada dia da minha vida, , cada momento, cada segundo. Dormir do seu lado e te acordar com um beijo... Pra sempre.

Diva de quatro patas.

Incrível como algumas coisas te remetem a lembranças que estavam no fundo do baú de memórias, né? Estava mexendo aqui nos arquivos do note, procurando alguma coisa pra excluir e fui fuçar a pasta de fotos. Encontrei algumas que eu realmente queria esquecer D:, algumas que me trouxeram um sorriso bobo, altamente nostálgico e uma em especial que me fez... Bom, que me fez ter vontade de escrever sobre ela.

Encontrei essa foto perdida em uma pasta que nem sabia que existia mais... O que é engraçado, porque foi exatamente assim que encontraram essa pequena: Perdida, sozinha. Meus tios a encontraram zanzando pelas ruas altamente magra e sujinha, e perguntaram se eu não queria cuidar. Mamãe até que não quis, mas não teve jeito, comigo foi amor à primeira vista.
Depois de muita insistência, consegui ficar com ela e a chamei de Taylor. Era impressionante como ela era brava, meu Deus. Quando tentei dar um banho nela, lembro bem das "marcas de amor" que ela me deixou, fiquei quase como um queijo suíço. Porém, depois de um tempo, eu era a única pessoa a qual ela confiava em dormir (por horas) no colo.
O tempo foi passando e com ele a folga dela comigo só aumentava. Não adiantava colocar ração nos horários certos, se ela não tivesse afim simplesmente olhava e ia embora. Mas quando queria carinho/comer/brincar eu não conseguia fazer mais nada, ela não deixava. Carinho quando não estava afim, jamais. Coleira, nem pensar. Leite, só se fosse morno. Daí vocês tiram.
Mas em compensação, toda vez que eu ia estudar, ela ficava sentadinha do meu lado, brincando no tapete ou COM o tapete.E quando eu me trancava no quarto pra chorar e ela via/ouvia, corria pra lá (Nem que fosse preciso dar a volta na casa e pular a janela). Deitava pertinho de mim e ficava bem quietinha, só ronronando e me esquentando com o pelo macio dela. De alguma forma, aquilo me sempre consolava e acabava fazendo o meu choro parar.
Já fazem meses que você não está mais comigo, mas eu ainda sinto a sua falta. Tanto que ver essa foto de quando você era só uma filhotinha encheu meus olhos de lágrimas e apertou meu peito. Obrigada por todo o tempo que você esteve aqui me fazendo bem, brincando comigo e até mesmo me mordendo e destruindo os meus pertences, rs. É claro, eu sei que é impossível que você leia, mas tá aqui a minha pequena homenagem a ti, sua resmungona. Eu te amo pra sempre, minha Taylor.

Maravilhoso dia de Merda.

É, é um daqueles dias. Nada dá certo, nada parece estar certo. Tô cansada, com fome, com preguiça e nem faço ideia de quando vou estar em casa. Casa. Acho que essa é a melhor definição pro meu quarto, afinal é lá onde passo a maior parte do tempo quando não estou na escola, trabalhando ou no curso.
Essa é uma daquelas 24-horas-sem-sentido que você não quer falar com ninguém, não quer fazer social nem com os amigos e até se mexer dá uma dorzinha interna. Bem interna mesmo, lá na alma. Tudo por causa de uma voz. E algumas frases com mais cara de tortura psicológica que outra coisa. Ou será que não é só por isso? E se for, quem sabe, um conjunto de vozes e palavras que estavam só esperando uma chance pra acabar com a sua (utópica) paz interior? Não sei.
Só sei que quero que esse dia passe logo e que essas palavras sumam do meu pensamento - ou pelo menos do foco deles - antes que eu exploda. Bom, eu sei, essa não é a melhor forma de cumprimentar vocês depois de um longo tempo sem pisar aqui, mas precisava mesmo desabafar. De qualquer forma, acredito que vou começar a postar com mais frequência de agora em diante.





Ah, e só pra quebrar o gelo:


Aeee, eu voltei. :D
Boa noite procês.

Adeus, férias.

É, hoje começaram minhas aulas, ou seja, tô de volta a minha correria rotineira de escola-trabalho-curso-academia. Mas agora, com mais uma pressão: Vestibular pressão essa que foi palpável, mesmo na primeira aula.
Enfim, como todo primeiro dia de aula, acordei meio viva meio ainda dormindo.

"Vamos Helaine, o alarme já tocou, tá na hora de levantar. 10, 9, 8, 7, 7, 7, 8, 9, Taylor Swift, Tumblr... Merda."

Depois de algumas milhões de repetições de números e sonecas, levantei. Daí pra frente, foi tudo rápido, porque pra variar, eu tinha me atrasado. Banhar, me arrumar, preparar o café, avisar que estava de saída e ir. Correndo.
Quando cheguei, sentei num dos bancos da pracinha que fica lá em frente enquanto tocava o sinal ou alguém da minha turma aparecia. Nesse meio tempo, fiquei olhando a enorme placa de aprovados da entrada do colégio. Ela sempre esteve lá, mas eu nunca tinha dado muita importância. Não como hoje.
Fiquei imaginando como deve ser a sensação de passar no vestibular. A alegria, o orgulho, a sensação de eu consegui, tão almejada por aqueles que querem ser alguém na vida. Ah, me enchi de uma sensação ótima. Daí imaginei a sensação de não passar no vestibular. A sensação boa foi trocada por um vácuo arrepiante.
Daí os meus amigos doidos chegaram, e voltei pra realidade de terceiro ano, sonhos e planos.
Fomos separados pela primeira vez em dois anos, então meio que senti um baque nas primeiras aulas, mas no intervalo, bom, fomos o que sempre fomos juntos.
Como sempre saí mais cedo pra ter algum tempo pra almoçar e tomar um banho antes de vir pro trabalho. Tomei o banho, almocei e deitei um pouco, pra ver se a minha dor de cabeça dava um tempo. Dois minutos depois, quando relaxei, o celular tocou.

I love rock 'n roll, so put another dime in the jukebox, babyy...

Alarme. Hora de ir trabalhar e a minha cabeça continua latejando.
Meerda.

Felicidade e Progresso! Onde?



Engraçado como as coisas mudam, e como as pessoas evoluem.
Evoluem?
As coisas andam diferentes por aqui.
É comum nos dias atuais, ver meninos secando o cabelo, fazendo chapinha
Usando pulseirinhas coloridas e ficando cada dia mais afeminados.
As meninas? Se ouvir um palavrão, vai procurar de quem veio pra você ver.
E com a demanda do capitalismo, a ordem não é outra:
Comprar, comprar, comprar.
Ter um emprego, ter dinheiro. E comprar.
Mas será que eles não entendem que nem nas lojas mais vintage do mundo um sorriso afetuoso ou um amor verdadeiro estão à venda?
E falando de amor, ah o amor,
Onde ele foi parar? Deve estar esquecido em algum lugar entre os computadores e os video games.
As pessoas não se dão mais uma chance. Com a tecnologia na mão, não parece mais tão legal sair com os amigos no final de semana, curtir com a família e – quem diria – passar um tempo ou no mínimo dar atenção a pessoa amada.
Tínhamos, também, a fama de ser o povo mais otimista do mundo. Mas acho que ela desabou junto com a entrada de um palhaço em Brasília.
Depois dessa, obviamente quem tem esperança de um Brasil melhor fica aflito.
A grande maioria da população acha que já não tem jeito. É claro, dando a guerra por vencida logo no começo, não vai existir vitória nunca. E alguns ainda se sentem espertos. Irônico, né?
Falando em ser espertos, outra coisa que me chama a atenção é que ser “foda” hoje em dia é criticar Deus.
Negar sua existência.
Hoje a humanidade está tão cheia de si que só acredita no que vê, no que pode tocar
E no que pode ser comprovado pela ciência. Ciência essa que por acaso mesmo com anos e anos de pesquisas, só conseguiu entender até hoje 5% do universo.
E você aí se achando esperto e destemido.
A depressão é o mal do século, não é? Pudera. O homem moderno não quer mais ser feliz.
Não quer mais sorrir, não sabe mais acreditar, não sabe mais o que é amar.
E lamento informar, mas sexo não é a chave da felicidade.
Felicidade é aquela paz interior que se tinha quando se era criança
Aquele brincar despreocupado, aquelas noites tranqüilas, aquelas lembranças que te enchem de nostalgia de vez em quando.
Quantas lembranças você está guardando para quando envelhecer?
Quantas pessoas você tem certeza que faz feliz pelo simples fato de que elas te têm por perto?
Ser feliz não é difícil, basta querer.
Queira.

O maior erro que alguém pode cometer,



É parar para ouvir o que os outros dizem sobre os seus sonhos esuas vontades.
Nunca se prenda ao que os outros dizem. Críticas existem sim, mas nem sempre são pro nosso bem. Cabe somente a nós entender o que deve ser levado a sério e o que deve ser esquecido e, de preferência, jogado fora. Então, se alguém começar a dar muita opinião sobre sua vida, mande ir catar coquinho pense bem se isso é mesmo o que vocêmerece ouvir antes de guardar para si.

A vida está um caos? Sorria!


Não, eu não estou enlouquecendo. Tô falando sério. :D
Você já reparou que as coisas que acontecem com você
São o reflexo da forma que você age?
Não? Pois eu sim.
As vezes, sua vida está péssima;
Você está cheio de contas, o carro quebrou, covê brigou com o(a) namorado(a), suas notas na escola estão baixas e outras coisas mais.
A situação está tão feia que nem seu cachorro late toodo animado quando te vê chegando. Oo'
E você chega a uma conclusão. Sua vida é uma droga.
Mas aí eu te pergunto:
Para quantas pessoas você deu bom dia hoje?
Quantas velhinhas você ajudou a atravessar a rua?
Quantos abraços você deu e recebeu essa semana?
Fez as contas e o resultado não foi muito bom?
Então saiba. Essa é a principal origem dos seus problemas.
Não está acreditando? Apenas tente.
Se olhe no espelho e dê um sorriso, mesmo quando o que você mais quiser fazer seja chorar.
Brinque com seu cachorro, ele também te ama!
Demonstre para as pessoas que elas são importantes para você. Deixe a frieza de lado, você merece férias dela.
Não desperdice seu precioso tempo com chateações e caras feias, ele passa rapidinho.
Ah, e falando nisso, pense bem antes de fingir que não viu aquela velhinha precisando de ajuda para atravessar a rua. Um dia você também vai ficar velho(a), reflita.

Beeijos & Queijos amores, até o próximo post! ;**

ameei o blog, simplismente perfeito *--* quando tiver postagem nova, manda pro meu forms ?! Beeijos ;*

Aii que liindo, que bom que você amoou, essa é a melhor recompensa que um blogueiro pode ter *---------*
Ahh mando siim, nem se preocupe ;D
Brigada pelo carinho amor, beeijos & queijos ;**

Laiine, diz aê:


Bom, hoje me deparei com uma imagem hiper assustadora, tipo, gente o Brasil e a nossa música estão dominando o mundo...
Segura o tchan amarra o tchan...

Cheguei né...

Olá queridinhos e queridinhas eu me chamo Jany e vou atuar nesse blog com uma parte humorística muito agradável e critica pois na situação que estamos nesse país
o que temos a fazer é sorrir mesmo!

Aviso básico ^^'

Geente, tô sem net ;/

Não sei quando vai voltar a ter lá em casa e a escola também está muito corrida, tô quase enlouquecendo ;O -qv
Por enquanto não vai dar pra ficar postando aqui, e não sei quando vou visitar denovo o ATLT ;/
Bem, aviso dado. Tenham um ótimo dia, ótimas semanas, sei lá x) e juízo, hein ? ;DD
Beeijão a todos, até a volta ;**

- CAPÍTULO DOIS -

Depois de muita demora e de muuitas revisões, eis o segundo capítulo ;DD
Espero que gostem, fiz com muita dedicação x) Comenta o que tá achando quando terminar de ler ;)
BeeijosDaLaiine e boa leitura a todos ;**

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Após ter aceitado o novo trabalho, falei com a mulher, que se chamava Denise LaMott para entender melhor a situação. Denise devia ter seus 45 anos, magra, cabelos ruivos e olhos verdes. Rosto simpático, mesmo que ainda inchado pelo choro. Usava um vestido floral, com muitas cores, do tipo que eu jamais usaria e o cabelo amarrado, mas deixando cair mechas ruivas em seu rosto.
Após acertarmos o pagamento, resolvemos que eu receberia $500 por dia e teria que viajar para International Falls, uma pequena cidade no condado de Koochiching no Norte dos EUA, onde ela morava. Fiz algumas perguntas, e descobri que seu filho se chamava Joham LaMott, um rapaz de 17 anos. Um adolescente normal que era muito alegre e querido por todos. Mas que nas últimas duas semanas algo o perturbava muito, e segundo Denise tirava-lhe o sono e o apetite. O que poderia assustar um garoto de 17 anos que era feliz e tinha uma vida estável ao ponto de tirar-lhe o sono? Fosse o que fosse eu estava ali para descobrir.
Ao sair da Security, fui recarregar as energias. Passei no McDonald’s e comprei uma Coca-Cola e um saco de fritas e segui para o carro. Ao chegar em casa, liguei para Phill para saber como faríamos o trabalho. Mas não foi bem assim.

O quê? Você não vai ser meu parceiro nesse caso? – Perguntei um tanto histérica.
- Não Licy, o chefe me deu outro trabalho aqui na cidade, não tenho como fazer dois trabalhos ao mesmo tempo, a não ser que tivesse um irmão gêmeo – Brincou.
- Então vou ter que fazer tudo sozinha. Bem, boa sorte para mim – Brinquei, sem vontade.
- Desculpe Licy, são as ordens do chefe – Falou, a contragosto.
- Não tem problema. Vou arrumar minhas coisas agora, sairei cedo amanhã. Até qualquer hora e boa sorte – Falei, fingindo um sorriso.
- Obrigado, boa sorte pra você também. Até a volta. Ah, e leve roupas de frio, lá é congelante.
- Obrigada pela dica, quase pensei em levar roupas de banho – Brinquei – Tchau.
- Com certeza não seria uma boa idéia – Sorriu e se despediu.

            Estava preocupada. Desde que comecei a trabalhar no ramo de investigações, sempre tive a ajuda de Phill. Era desconfortável pensar em fazer todo o trabalho sozinha. Mas logo aceitei isso. Já que não poderia fazer nada, encarei como um teste para minha inteligência. O chefe Peterson não acredita muito no meu potencial e eu sempre quis mostrar-lhe que sei me virar bem, mesmo sem ajuda. Pois bem, aqui estava minha chance.
            Para afugentar os pensamentos pessimistas que estavam começando a surgir, comecei a fazer pesquisas sobre o lugar onde ficaria por alguns dias. International Falls é mesmo o lugar mais frio dos EUA. Phill não estava brincando. Tem uma população de pouco mais de 6.150 habitantes e área de 16,5 km². De certa forma aquilo me animou. Cidades pequenas são lugares difíceis para esconder um crime. Parecia um bom lugar, fora a parte do frio, que eu particularmente detesto.
            Terminei minhas pesquisas às 2:30 da manhã e dormi como uma pedra assim que deitei. Acordei às 7:00, me arrumei e fui pegar o avião (pago por Denise) para International Falls. Dormi durante a viagem inteira e não fazia idéia quanto tempo o vôo durara, acordei  uns 15 minutos antes da aterrissagem, agradecida por ter dormido e não ter ficado enjoada pela viagem.
            Quando saí do avião, Denise estava me esperando com acenos e sorrisos – ou o que se poderia chamar um quase sorriso, para quem a pouco perdera o único filho. Ela pegara o avião logo depois de falar comigo ontem, pois tinha que trabalhar e não poderia ter mais que um dia de folga por semana. Estava usando um suéter de tricô branco e calça jeans. Fiquei admirada, pois eu achava que o frio estava bem mais forte do que aquelas roupas poderiam suportar.

- Srtª Pine! Estou aqui! – Gritou, acenando e indo ao meu encontro.
- Por favor, pode me chamar apenas de Alice – Eu disse, num tom impessoal.
- Tudo bem. Pode me chamar de Denise também – Falou, com um sorriso. – Como foi o vôo?
- Certo – Falei com o mesmo sorriso - Foi ótimo, dormi a viagem inteira – Dei uma risada.
- Que ótimo – Sorriu também – Vamos, meu carro está logo ali. Tomei a liberdade de lhe registrar no hotel da minha prima. Se importa?
- De forma alguma, até agradeço por me poupar tempo – Na verdade, tudo ali estava me deixando desconfortável, mas ser hóspede de alguém é muito pior que ficar num hotel sozinha. Teria um pouco mais de privacidade assim.
- Que bom. Comece a trabalhar quando estiver confortável, deve estar cansada hoje. Leve o tempo que quiser para se adaptar – Disse, com simpatia.
- Obrigada. Acho que não terei dificuldades para me adaptar, gostei daqui – Menti.

            Chegando ao Julliet’s Hotel, entrei num cubículo, onde se localizava a pequena recepção. Uma mulher de talvez 34 anos, de olhos castanho-claros e cabelos também castanhos, com um rosto jovial, me recebeu com um sorriso simpático. Na placa da bancada estava escrito Julliet Hale. Usava um vestido florido e chamativo, como o de Denise quando a conheci. Imaginei se essa seria a moda da cidade. Sorri da idéia.

- Sim? – Disse Julliet, com simpatia.
- Estou aqui para me instalar em um quarto, já fui registrada por Denise LaMott – Respondi, com meu sorriso cordial.
- Ah, sim – Respodeu e pegou uma chave na gaveta - Srtª Pine. Seja bem vinda ao Julliet’s Hotel. Siga-me e lhe mostrarei o lugar de sua estada.
- Obrigada – Respondi e a segui. Saimos do calor imaculado do aquecedor da recepção para o frio terrível do lado de fora.

            Vi que o lugar não era feito de quartos, e sim de cabines. A que entrei era composta por uma pequena cozinha, um lugar parecido com um mini-escritório, uma salinha, um quarto e um banheiro. Parecia confortável.

- Esta é a nossa melhor cabine. Espero que se sinta bem nela. Qualquer problema que tiver é só me chamar – Falou com um sorriso educado.
- Obrigada, ela é ótima – Falei, tentando ser agradável.

            Depois que ela saiu, comecei a organizar minhas roupas nas gavetas. Não levei mais de meia hora, afinal não tinha levado muitas coisas além de calças, blusas de inverno, jaquetas e moletons. Quando terminei, liguei meu notebook e procurei meu celular para ligar para o departamento e dar notícias. Mas descobri que onde eu estava não tinha rede para celular. Droga. Ligaria amanhã quando fosse à casa de Denise, lá deveria ter rede, por se localizar no centro da cidade.
            Peguei o notebook e comecei a fazer o cronograma do que deveria fazer em seguida. Meu primeiro passo lógico seria perguntar aos outros parentes e aos amigos de Joham sobre ele. Combinei que daria um relatório a cada três dias para Denise, começando por amanhã a tarde, e nesse tempo daria para falar com algumas pessoas. Depois procuraria por qualquer coisa que pudesse dar uma pista sobre sua morte ou suas preocupações. Parecia bem vago, mas era o começo óbvio. Quando terminei, percebi que estava congelando. O aquecedor pelo visto não estava funcionando, e por isso vesti várias roupas e me cobri com o grosso edredom de lã de carneiro. Dormi quase automaticamente.
            Acordei as 6:00, congelada pelo frio da madrugada. Meu nariz estava dormente e eu podia ver minha respiração. Estava começando a me perguntar o que eu estava fazendo ali. Tomei um banho demorado com água quente, me vesti correndo e me preparei para procurar por uma lanchonete para tomar café da manhã e aproveitei para conhecer a cidade. Abri a janela para sentir o ar fresco, mas fechei-a automaticamente. Estava nevando. Eliminada a idéia de fazer cooper ou qualquer outra coisa interessante naquela cidade, estava começando a ficar aborrecida, e a querer ir embora dali.

Comenta o que achou depois, tá ;DD

CAPÍTULO UM


A vida é uma grande história de suspense, pelo menos para mim. Nela, todos nós temos que lidar com situações complicadas, inacreditáveis ou até mesmo assustadoras, e na maioria das vezes estamos sozinhos nela, para complicar ainda mais esses momentos. Seria muito bom se pudéssemos ter um vislumbre do nosso futuro, mesmo que por alguns segundos apenas, para poder saber dos prejuízos que esses momentos e escolhas poderiam nos causar, e talvez ter um final diferente. Mas estamos presos no presente, podendo apenas contar com nossa própria sorte, que por acaso eu não tenho.


Meu nome é Alice Pine, tenho 24 anos e sou investigadora criminal da Security’s Agency, em Miami, Flórida. Tenho 1.60, olhos e cabelos castanho-escuros e tipo físico médio. Não sou casada e nem tenho filhos, gosto da solidão. Detesto ter que dividir a TV com alguém, ou que alguém esteja do meu lado na hora do café da manhã ou coisa assim. Talvez na psicologia existam definições para pessoas como eu.


Acordei cedo naquele dia, tinha muito trabalho para fazer e entregar para o departamento. Fui tomar café da manhã. Geralmente não tenho muitas coisas na cozinha, eu não fico muito tempo em casa. Sempre compro comida pronta nos restaurantes ou passo em um fast food e compro algo bem calórico, pra levantar o astral. E também, porque eu sou um total desastre na cozinha. Nunca tentei aprender muito, logo porque cozinhar certamente não seria meu hobby favorito.


Enquanto estava pensando para que restaurante ligar, a campainha tocou. Quando atendi a porta, Phillip Jackson entrou com uma sacola e me entregou um capuccino.

- Imaginei que estaria acordada essa hora, e resolvi trazer café para você. – Falou com o seu eterno sorriso no rosto.
- Obrigada. Estava pensando em fazer eu mesma algo para comer hoje – Menti.
- Não quero que minha parceira morra envenenada – E deu uma risada.
- Você salvou a minha vida, fico te devendo essa – Respondi, rindo também.


Phillip Jackson é o meu parceiro na Security’s e amigo pessoal. Nos entendemos muito bem, e por isso sempre resolvemos com uma certa eficiência os casos que nos mandam. Phill é o tipo de cara que você sente segurança quando ele está ao seu lado. Tem 27 anos e seus 1.80, vai à academia com frequência, expressão protetora e sempre simpática. Barba bem feita, olhos azuis e cabelo loiro. Deixa qualquer garota suspirando.


Após o café da manhã, peguei minha bolsa e saí junto com Phill para a Security’s. Ele queria que eu fosse em seu carro, mas eu adorava dirigir minha Mercedes prata, por isso recusei o convite. Quando cheguei ao departamento, vi uma mulher chorando inconsolavelmente e falando com o meu chefe, James Peterson. Fui ver o que estava acontecendo junto com Phill.

- Por favor senhor, eu preciso da sua ajuda. Ninguém mais pode me ajudar nisso se não algum detetive! – Choramingava a mulher, com a maquiagem borrada pelas lágrimas.
- Me desculpe, senhora, mas não há o que possamos fazer. O corpo é irreconhecível, sequer sabemos se ele é do seu filho mesmo. – Disse o chefe Peterson, com uma expressão triste nos olhos que eu jamais vira.


A mulher começou a chorar mais e Phill a levou para tomar um copo d’água e se acalmar mais. Eu estava triste por ela, e nem sabia o que estava acontecendo direito.

- Qual o problema, chefe? – Perguntei, tentando esconder minha tristeza pelo choro daquela mulher.
- Ela quer um detetive que possa entender o motivo da morte do filho dela, e saber o que estava acontecendo que o deixara tão preocupado nas suas últimas semanas de vida. Eu entendo a tristeza dela, ele era filho único, e ela também não tinha esposo, e agora está sozinha. Mas acredito que essa investigação não levaria a lugar nenhum, logo porque a polícia não encontrou nada além da carteira dele, que estava semi queimada no bolso da sua calça. Nenhum rastro, nenhuma pista. Nada.
- Que pena, agora entendo a dor dela.


Phill voltou com a mulher, agora mais contida, mas dando soluços de choro de vez em quando. Mas fazendo de tudo para parecer melhor. Ela tinha limpado o rosto e tirado a maquiagem borrada.

- Realmente não há forma alguma de vocês me ajudarem, detetive? – Ela perguntou, contendo as lágrimas.
- Infelizmente não, senhora. Ninguém nesse momento está dis... espere. Alice, você está em algum caso agora?
- Não, chefe – Respondi cautelosamente, e depois vi na expressão da mulher um lampejo de esperança que me fez ficar feliz e perder a cautela – Atualmente não estou trabalhando em nenhum.
- Você pode trabalhar nesse caso então, se você puder. – Com aquela expressão de “Você que sabe”.
    A mulher me olhou com um olhar quase implorador.
- Por favor, senhora, se não for você, ninguém mais vai me ajudar.


Pensei: como não estava com nenhum trabalho, e também estava comovida pelo problema daquela mulher que não sabia viver sozinha, e não teria paz enquanto não soubesse o que aconteceu com seu filho, não tive como recusar.

- Aceito esse trabalho, chefe. – Respondi com um sorriso.


Me sentia muito bem por estar ajudando aquela pobre moça. Essa com certeza seria a hora certa de ter um vislumbre do futuro e descobrir no que eu estava me metendo.

Afinal, o que é a felicidade?


Todo mundo vive procurando por ela, fazendo de tudo pra tê-la sempre; Mas o que é a felicidade? Do que ela é feita?
A resposta é diferente de pessoa para pessoa. Para alguns a felicidade é ser popular no que faz, para outros ter sempre dinheiro em mãos, ou ter muitos amigos, ou viajar muito e por aí vai.
Mas pra mim, a felicidade é sentir o cheiro do mar, é saber que vale apena viver cada segundo intensamente; é lutar pelos objetivos com um sorriso no rosto, mesmo que venha a cair. Ser feliz pra mim é dar valor a vida e a todas as coisas que Deus nos deu, e que na maioria das vezes nós mal nos importamos em vê-las. Quanto tempo faz que você olhou para o céu e ficou fazendo desenhos com as nuvens?
O mundo de hoje está muito cheio de preocupações e estresse, o ser humano está se importando mais com o dinheiro e com uma vida estável por fora, do que com sua frágil mente, que está cada vez mais abalada com suas preocupações diárias.
Tire um tempo para descansar, visite um lugar onde nunca foi, cante uma canção, faça desenhos na areia, divirta-se mais! (Ou então você enlouquece ;s -qq)
Pare por um instante de se preocupar e veja quanto tempo você está perdendo apenas se preocupando com o seu futuro. Viva o agora! |Fica a dica ;D|
Beeijos amores =**

Por que brigar tanto?




As vezes eu fico me perguntando... Porque o ser humano briga tanto?
Brigamos com os nossos pais, com o namorado(a), com os amigos, com o(a) melhor amigo(a), todos... Mas pra quê?
Sinceramente, pra mim não tem coisa que doa mais que brigar com alguém.
E o pior é que todo mundo faz briga a todo instante na maioria das vezes por coisas bobas, que podem ser facilmente resolvidas com uma conversa. A gente briga, chora por coisas tão fúteis, que quando a gente para pra ver o que fez a gente pensa: Poxa, pra quê essa briga?
Acho que o que mais falta em todos nós é a compreensão. Pare pra pensar um minuto e veja:
Quantas brigas bobas você já teve com quem ama?
Difícil responder, né? Eu também não consegui.
Nós temos que aprender a ter paciência, tentar compreender o lado da outra pessoa, sentir o que ela está sentindo antes de falar alguma coisa que vai acabar deixando ambos tristes. Sei que é muito difícil, mas com um pouquinho de treino a gente consegue.
Porque nossa vida é muito curta, e desperdiçar ela brigando com todo mundo, ficando sempre super zangado com bobagens e isso tudo, só vai te deixar mal por dentro e sem nenhum amigo, pq fala sério, ninguém merece amigo rabugento, né ? Risos
Vamos ser mais felizes, sorrir mais e brigar menos, porque só assim esse mundão tem jeito.
Beeijos amores, até a próxima =*

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